quinta-feira, 30 de maio de 2013

- Pedro, nem sabe, conheci um cara muito bacana ontem.

- Show hein.
- Ele pediu meu telefone.
- Hum.
- Ele não pegaria meu telefone se não quisesse nunca mais me ver, não é?!
- Acho que sim.
- Ta mas pra onde vão os caras que pegam telefone e não ligam nunca mais? Somem do mapa? Vão fazer turnê pela Europa?
- Sabe, eles podem ir pro mesmo lugar dos inúmeros caras bacanas que tu coloca na zona de conforto como melhores amigos!

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Permita que eu intervenha, guria.

http://www.youtube.com/watch?v=1R7WzVYg6N8&list=UUqMChp5Sd4l3gHksgZ2eJIA (leia ouvindo um bom som)

Tu não deverias estar fazendo isso com ele. Não importa muito o que eu vou te dizer agora, e nem vou perder o meu tempo relembrando isso, mas deverias trocar mais olhares com ele. Ele entende olhares, mesmo sem dizer nada. Poucos deles entendem, então, aproveita.
Eu o perdi. Fui me esconder de mim, e foi ele quem não me achou mais. E ai eu dei a volta ao mundo, mas quem conheceu outros mundos, na verdade, foi ele. Conheceu mais do que queria, muito menos do que devia, além do que eu gostaria. 
Fiquei de cama, não tinha alguém pra me cuidar.Senti medo do escuro e quis ligar pra ele. Li livros, todos do gênero que ele gostava. Fui a bares em busca de alguém ao menos parecido. Desenterrei fantasmas e os levei pra olhar filme comigo, por falta de companhia. Enquanto isso, ele aprendeu a falar chinês e fez aulas de culinária. Correu sem camisa na chuva, foi repreendido..mas pelo menos tinha alguém do lado que se preocupava com ele. (ainda bem..ou não!). Provou línguas que não era a de costume. Pulou carnaval fora de época. Foi feliz. Acho que nem lembrou de mim.
Ô guria, reclame menos dele. Não vê o jeito que ele passa a mão na barba mal feita, com cara chateada pelos teus puxões de orelha? 
Hoje, eu sai do banho e deixei a toalha molhada em cima da cama. Sorri sozinha. Senti falta da desordem dele. Da barba ralé, do perfume exalado por todos os cômodos da casa, da tampa levantada, das nossas discussões monótonas, onde só eu falava. Da barriguinha de chope, do jeito que ele rebolava, do beijo na testa mais carinhoso, do abraço apertado de saudade, da cara de ordinário. Gostava até dos defeitos dele, que me fizeram ir embora. 
Percebi, recém, que eu fugi de mim porque gostava dele e de todas as coisas que eu havia perdido. E em cada lugar que eu ia, lembrava, porque ainda guardava um pedaço dele em mim pra não esquecer de quem ele era. 
Tu vais perde-lo, moça. E o máximo que eu posso fazer é oferecer meu humilde conselho: cuida bem dele. O resto é por tua conta e risco. Tu já deverias conhece-lo a esse ponto. 
Eu o amava. E só depois deu percorrer o mundo todo, vi que faltava algo em mim. Era ele
Já conheci homens bons, mas não parei com nenhum deles, porque eles não me faziam parar. Continuei correndo, mesmo não sabendo pra onde ia. Rodava o mundo e parecia que o mundo não rodava. Entendi, então, que eu poderia ter ficado em qualquer lugar do mundo que eu quisesse, eu não ia fugir de mim, nem dele..porque ele estava em mim!

segunda-feira, 22 de abril de 2013

hoje eu declarei que não quero mais voltar atrás.

tá decidido. será que eu vou ter que fazer promessa, dessa vez? vou seguir em frente sim, mesmo que para isso meu coração e meu cérebro entrem na 2ª Guerra Mundial. guardei as lembranças. que teimavam em voltar, numa caixa na última gaveta da cômoda. para que tudo se ajeitasse, tive que tirar da caixa alguns sonhos, que na época pareciam impossíveis. lá estava eu: rica, estilista famosa e morando da França. mas olha só o que apareceu..lá dentro também tinha sonhos nossos. imaginei um milhão de pessoas realizando nossos sonhos e nenhuma se encaixava no papel. tive a certeza de que tinham sido planejados somente pra gente. tinha também o sonho de ser dançarina, figurinista, psicóloga, mulher, mãe, uma profissional competente e cheia de vida. olhei pro espelho e sussurrei: como pude guardar tantos desejos bonitos, pensando que eram impossíveis?
espiei pela janela e tinha um sol lindo se pondo. engraçado, tava quase um temporal dentro de mim. transbordei. ninguém percebeu. sorri. todos elogiaram. entendi que os sonhos antigos poderiam ser reais. passou a dor de ter deixado na caixinha boas recordações. talvez quando meu potinho de lembranças se encher novamente, tudo que eu guardei agora vire novidade e novos sonhos. foi aí que fechei os olhos e decidi agradecer, pois o destino sabe exatamente o que faze para que a vida não perca seu sentido. literalmente. 

quarta-feira, 27 de março de 2013

- tem alguma coisa acontecendo né anja?

     - é exatamente esse o problema.. (suspiro) tem alguma coisa acontecendo!
     - isso a gente sempre disse,não to te entendendo.
    - no começo falávamos brincando que não podia acontecer mas que tava acontecendo e tava sendo bom. mas agora...agora é diferente. eu falo que não era pra ser assim e não acho mais graça na 'brincadeira'.
     - perdeu a vontade de ficar comigo? eu te fiz alguma coisa?
     - não, muito pelo contrário. não vejo graça porque eu to gostando, e gostando cada vez  mais. ta ficando cada vez mais sério, não tem graça nisso tudo. dá vontade de fugir!
     - ta, ta ai. ótima ideia. bóra fugir comigo?!
     - sabe, as tuas falas as vezes dariam um ótimo diálogo de filme. mas o único problema, é que aqui é vida m eu bem, é a paixão real em jogo, é a nossa paixão  se fosse uma comedia romântica  seria ótimo saber que nós, como personagens principais, fugiríamos dos problemas e ficaríamos felizes numa praia, olhando a lua e bla bla bla. mas já to cansada de saber que por aqui não acontece como nos filmes. (com o olhar cabisbaixo, ela continua) Eu não preciso fugir pra ficar contigo e nem quero que tu faça isso. é diferente sabe, porque viveríamos fugindo pra sempre dela, de tudo...
     - mas pra mim é mais complicado do que tu pensa, eu tenho ela comigo ha 3 anos. tu já falou que eu sou omisso, mas se não sentisse alguma coisa ainda, tudo já teria tido fim.
     - será?
     - não sei.

(nesse momento o silêncio reinou. o olhar de ambos procuravam alguma saída.)

     - tinha que ser diferente logo contigo? eu tava aprendendo a ser mais fria, a lidar com as pessoas sem colocar sentimento. tu tem noção? a gente anda de mão dada, eu já menti pra poder te ver, ta contigo nem que fosse um pouco; eu corro perigo pra estar do teu lado porque tu me faz bem, eu já virei até romântica contigo te dando pizza na boca. mas depois veio a parte chata: meus amigos perguntando quanto tempo a gente tava junto, e eu tendo que responder que a gente não tava junto, que a gente não tinha nada além daquilo que eles estavam vendo.
     - mas tu sabia que não ia ser fácil!
     - e precisava ser tão difícil?

     - tu me faz bem, eu passo sorrindo contigo anja, tu me faz feliz até nas ligações.
     - por que tu ainda me liga? isso me trás esperanças, alimenta sentimentos.
     - tu ainda me pergunta? isso não é óbvio?
     - me diz, alguma coisa é óbvia quando se trata da gente?

(ele toca seu rosto. por alguns instantes, o mundo dela para.)

       - só uma coisa: eu não consigo parar de pensar em ti.
     - com tantas por ai, caindo aos teus pés, por que eu? juntou as nossas confusões, somos confusões ambulantes. logo eu, esse poço de dúvidas e incertezas..vai, desiste! isso nunca vai dar certo.
     - define ''isso''..
     - isso é nós dois juntos. sei lá, a gente nasceu pra se conhecer, nos apaixonar, mas não pra ficarmos juntos, como um casal. a parte racional tem consciência de que ficar contigo é cilada, mas já o coração...bom, esse sempre fode com tudo, porque insiste mesmo sabendo que não vai dar certo. por que? que droga...por que tu?

(a conversa continuou, as dúvidas também. os sentimentos confusos, as ligações intermináveis, a relação a três também. parece que tudo anda como antes...mas agora é mais explicado..ou mais complicado..vai saber!)


segunda-feira, 25 de março de 2013

como sempre, sentida pela dor do outro.

hoje me chateei. sim, fiquei chateada por uma amiga. é como se a dor dela fosse minha também. quem sabe é porque eu passei por alguma coisa bem parecida..é, pode ser.
não diz que ele quebrou teu coração, não joga praga e nem choraminga pelos cantos porque não deu certo - de novo -. esse lenga lenga, desculpa, mas não iria muito além mesmo. é difícil quando só um quer, é impossível preencher um coração já ocupado. ah, amiga, não vale a pena lutar pra ser porão da vida de alguém!
tira essa vírgula e coloca ponto final de uma vez..é o fim da linha, garota. tentou até onde conseguiu, foi mais longe do que deveria, mas é hora de tirar o time de campo. não magoa-se a toa. quebrou muito a cara e o coração, já é hora de desacelerar.
de repente, esse último parágrafo que tu escrevestes, nem precisava. poderia ter acabado antes. a conclusão já tava escrita, não finge que não. respira fundo e manda ele amar quem bem entender, porque quando é de verdade exige muita coragem.
tudo isso é pra te incentivar a ir em frente; organizar as coisas, arrumar a vida e ir. deixa tudo limpinho, como era antes do encontro com ele. deixa as fotos dela na parede dele, pode até deixar uma tua também, mas tira todas as dele dai agora. ei, tira essa também, eu disse TODAS. libera teu coração de mais uma decepção, não queira mais ver no que isso vai dar.
quem perde com tudo isso é ele, amiga. entre mortos e feridos, como dizer por ai, salvaram-se todos. ele não é homem pra ti. aliás, ele não é homem. isso é atitude de moleque! 

domingo, 24 de março de 2013

quarta-feira, 20 de março de 2013

mas que coisa estranha..perdi o gosto por romances!

definitivamente não sei como isso aconteceu. é quase que impossível, ainda mais quando se trata de mim. não, sou sou romântica nata, mas gosto daquele comecinho onde tudo se transforma em conquista, sabe?! 

quando se trata de gêneros literários ou cinematográficos, o suspense, a comédia e principalmente o romance, sempre foram meus preferidos; mas atualmente este vem me incomodando. escrever sobre romance, com um enredo que fixa a sua imaginação e frases clichês - ou não- é minha paixão. mas porque diabos perder o gosto além das linhas escritas? 
essa semana eu percebi, que o livro romântico que uma amiga emprestou-me está ali, na cabeceira da minha cama, marcado até a página 6. logo eu, que sempre admirei os livros com aquela esperança romântica, com todo aquele mimimi que tu até consegue associar àquelas músicas depressivas, quando está lendo. 

nunca fui guria que sonhei com homem perfeito, principe encantado, nem nada do tipo. mas sempre fui convicta de que um dia vou encontrar aquele homem que me tire do sério e que me faça sossegar por algum motivo tolo. sempre gostei de romances bem construídos, apesar de meus relacionamentos sempre serem confusos, complicados, enrolados, uma fria. enfim, eu queria ser como uma personagem dos meus próprios textos. 
mas o livro falava sobre casamento, almas gêmeas, o bla bla bla que ia dar tudo certo no final, que depois de uma noitada com bastante bebida tudo ficava bem...um dia, eu até acreditei em tudo isso, hoje, tenho aversão, e não, não me atrai mais! 
li essas últimas frases em voz alta e logo ouvi um ''Que amargurada, credo!'' da minha mãe atrás de mim. é, talvez sou mesmo. talvez esteja, e não seja. sei lá. mas não tem como mentir que as minhas decepções logo cedo me fizeram amadurecer muito, e que as minhas novas decepções por aventuras recentes me fizeram ser mais desiludida com homens. mas no fundo, acho que mudaram muito mais que esse meu esquivo com relacionamentos; acho que conseguiram dar um time no meu botãozinho de alerta do coração. mas assim eu aprendi a não 'apanhar' mais, e sim ser paciente e rir com as coisas da vida. principalmente da minha vida amorosa, que eu confesso: é um desastre! quer dizer, ela era um desastre. nem sei se eu tenho mais vida amorosa, ou se ela morreu atropelada quando pulou de uma nuvem em busca de um sotaque cativante, de uma barba mal feita. 
sabe, é verdade mesmo que eu perdi o gosto por romances. mas não que isso seja o fim do mundo, não, muito pelo contrário. agora quero ser personagem de comédia, onde por mais que sofra nunca leva os golpes muito a sério e assim permito-me rir de mim mesma. troquei meu tipo de livro, troquei o velho e bom romance por uma prateleira lotada de esperanças risonhas! 

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

ainda não sei, o que há em algumas pessoas, que não conseguimos resistir!

tenho um pé atrás com essa história de destino, carta marcada, tarô, horóscopo. diante do meu gostar das palavras, ouso em dizer-lhe que algumas pessoas nasceram para rimar.
to te vendo descer a Rua dos Prazeres. assim que te reparo, parece que saio daquele tumulto urbano. tu não é muito diferente dos outros caras que passam por ali, mas alguma coisa te diferencia, e eu não sei o que é. tu ta usando aquela bermuda jeans que acentua teu bumbum, aquela, que parece que tem sempre um diabinho falando baixinho no meu ouvido: 'vai, encara. afinal, não tem nada a perder!'. teu boné virado pra trás te deixa com cara de moleque..moleque atrevido. pergunto-me: por que tantas observações? não obtenho resposta.

não tenho a carne mais fraca, tu não é o príncipe encantado e eu estou longe de ser a princesinha. mas é diferente, contigo, é diferente. imã? talvez seja a melhor explicação.
acredito no potencial do ser humano em adaptar-se. então, através disto, enfatizo que existem cabeças feitas para encaixar perfeitamente em certos peitos. afirmo, que existem colos que realmente colam, abraços com aquele 'quê' de beijo, beijos indubitavelmente eternos. 
mas como entender o que se passa com a gente? será que arriscando falar um pouco sobre a metafísica, ajudaria para explicar a tendência inevitável da somo entre os nossos corpos? na verdade, creio que a nossa aproximação física é uma manifestação muito além de atração. 

mas que diabos existe em ti, que eu não consigo resistir? enquanto não acho respostas, prefiro acreditar na insistente beleza da rima entre os seres. com sorrisos bobos, me deparo contigo e um sentido incontrolável que vai muito além do sexto.