segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

moça, eu tenho uma notícia pra te dar.

a notícia não é muito boa: tu fostes uma filha da mãe com ele. não sei muito bem o que aconteceu, nem o enredo de toda a história, mas sei  dele e de como ele está. ele ficou escondido do mundo alguns dias, e os manos mais novos dele tinham medo que ele morresse de alguma doença que transforma irmãos mais velhos em zumbis. ele não é disso, moça..nunca vi ele chorando por guria nenhuma, apesar de não saber lidar direito com rejeições amorosas porque era sempre ele que dava o fora naquelas que 'xonavam' nele. 
poxa, ele é lindo e mimado por todos, tu esperava o que? ele esnoba todas, até que apareceu tu e se desinteressou por ele e acabou com todos os planos que ele ja tinha em mente. não houve interesse por ele, tu só pensou ''bonito, arrumadinho e todas querem!''. mal sabes, moça, o interesse aguçado que ele tem para desinteresses; então não sei lhe dizer o que passou pela cabeça na hora tu cruzou na história dele..mas deve ter sido algo em comum com as babacas por quem ele já se apaixonou. 
moça, tu não sabes nada sobre ele, né?  pra mim não precisa mentir. aquele papinho de que ele era o homem perfeito, era só porque ele te tirava do tédio e tu tinha um sexo casual fixo, não era? 
cá entre nós: o que tu fez pra ele, moça? fazer um homem ficar nesse estado, é crueldade. 
tu fostes uma idiota por não perceber que teve muita sorte em esbarrar com ele por ai e fazer com que ele te notasse diferentemente. ele foi viajar pelo mundo, pra aproveitar o clichê e tentar esquecer os problemas por aqui. me ligou. disse que não ficou com nenhuma sequela, e que ainda vai achar uma guria legal. que linda a esperança dele, né?! ele não é o tipo de garoto que se conforma..de guri a homem, veja o que uma decepçãozinha não faz, hein. levantou, sacudiu a poeira e pegou a liberdade dele de volta! e sabe o que é melhor? ele tem encontrado gurias bacanas e histórias incríveis por aí. 

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

sábado, ainda bem, final de semana.

não sei dizer que sensação é essa,  nem que chama é essa que acende quando chego perto dele. não sei se um dia me senti assim em relação a alguém..pensando bem, acho que nunca senti nada parecido. 
ele é diferente. é diferente por M motivos. entretanto, ele não é o único nem o príncipe que, quando pequena, eu esperava. ele me trata bem, feito princesa - mesmo ele não sendo o príncipe, hehe-, me dá atenção e tá sempre pronto pra uma conversa que me tira de toda a preocupação existente. 
você deve estar se perguntando: ok, e qual é o problema disso tudo? respondo-te: odeio me sentir vulnerável!! 
eu sempre acho que não vai acontecer de novo, mas dai me pego aceitando um convite e pensando: que roupa colocar? o vestido vermelho? não, muito vulgar. aquele estampadinho? não, muito menininha. já sei, aquela blusinha que comprei semana passada? vish, acho que ele já me viu com ela. droga, não tenho roupa. então, coloquei aquele pretinho básico de sempre. 
enquanto arrumava os cabelos, escolhia as jóias e o sapato, tive um ataque de riso. ora, estava sentindo borboletas no estômago..logo eu..logo com ele. eu que sempre critiquei minhas amigas. ele, que era o único homem que eu não podia. era tudo muita ironia. essa coisa toda me fazia voltar aos 12 anos quando eu era uma guria cheia de sonhos e suspiros - e eu odiava isso-. é o tal de amor que caminha ao lado do ódio, só pode. amo o fato de ter alguém e suspirar com ele, mas odeio a ideia de me entregar de bandeja, só por isso. e mesmo não querendo..opa, o interfone tocou. é ele. estou descendo. é possível sentir o perfume de alguém pelo interfone? ai meu Deus, gracias pelo inventor do perfume masculino, principalmente o dele!
- Rodrigo!! - essa era a minha voz de pato miando quando estava perto dele..afe, que péssimo.
- E ai negrinha! Tá linda!
enquanto abria a porta do carro pra mim, honrando seu charme de galanteador - Ta pronta? - indagava.
- Tive pouco tempo pra me arrumar, na correria como sempre - mentindo como sempre, demorei horas pra tentar agradá-lo - mas estou pronta. vamos?
Depois de uma sessão de um filme ultra power romântico, contou-me que tinha escolhido um restaurante bafônico.  fiquei ansiosa e muito receosa. afinal, qual era o motivo pra esse encontro especial?
- Queria aquela música..daquela banda.. ai como é mesmo o nome? cadê aquele CD?
fiquei no vácuo. ele parecia estar com a cabeça nas nuvens, dava bem pra notar.
- Rodrigo? - insisto.
- Hã? tava falando comigo?
- Não! .. Claro que tava né!
- Acho que o CD ta ai no porta luvas..então quer dizer que adorastes a banda que eu te apresente, o Tchê Garotos!
- Pois é, a música 'cachorro perigoso' me faz lembrar de ti, sempre que eu escuto. o que faz a banda e a música serem melhores ainda.
risos. nada mais além de risos. como assim? ele realmente não tava muito bem. eu ali, quase me declarando feito uma apaixonada desvairada e ele não fala nada? só risada? não é nem um sorrisinho meloso, sabe? nem um 'ai, que fofa'. odeio esses meus picos de querideza -.-
coloquei o CD pra tocar e também fiquei em silêncio no resto do percurso. ele nem se quer perguntou 'será que chove?'. nada. silêncio total.
o caminho parecia não mais ter fim. aquele restaurante parecia ser na China, mas finalmente chegamos. ele foi logo querendo saber se eu tinha gostado da escolha.
- Claro, nunca ninguém me trouxe aqui. é chiquérrimo!
- Claro, no mínimo você só saiu com moleques.
fiquei com cara de pastel, sem saber o que responder.
- Vem bobona, reservei uma mesa pra gente - disse, colocando uma mão na minha cintura e a outra na minha mão, guiando-me.
Queria saber como ele fez isso comigo. não sei como em segundo atrás queria o pescoço dele e agora quero me atirar nos seus braços toda a vez que ele olha dentro dos meus olhos e/ou sorri. aaaaaai, aquele sorriso com aquela barba mal feita...ai meu coração!!
Ainda parecia bem distraído..estava ficando cada vez mais preocupada.
- Aconteceu alguma coisa, Rodrigo?
- Oi? Que?
- É que tu ta tão estranho. sei lá, parece com a cabeça na lua.
- To nada, linda.
- Ok, não vou insistir; mas que tu ta, ta sim!
- Eu não vou estragar a nossa noite.
- Então pode começar a falar antes que depois do jantar a minha comida embrulhe no estômago. Aproveita antes que a nossa noite comece pra valer.
- Não, não é nada demais.
- Ah, ja entendi. tu acha que a hora certa de me despejar as coisas é quando tu for me deixar em casa depois de uma baita noite de sexo? to esperando. desembucha.
- Claro que não, linda. é que não sei como vou te dizer isso.
como assim? não consegue o que? Rodrigo estava me tirando do sério com esse charminho. o que ele quis dizer com isso?
- A gente. - foi a única coisa que ele me disse.
fiquei esperando algum complemento. nada. só vi seus olhos desviando dos meus.
- A gente o que? Ta me dando o fora?
- Não é isso. Deixe-me explicar.
- To ouvindo... - falei debochada.
- Igual a você existem poucas, ou talvez nenhuma. tu é perfeita demais. e eu não sou nem perto disso e você sabe disso. tu merece uma pessoa melhor do que eu posso ser. que consiga e e possa se entregar só pra ti. eu não te faço feliz por completo.
- Perai, só quem pode dizer isso sou eu. deixa disso. eu sabia de tudo quando entrei nesse jogo contigo.
- Não, eu não to mais aguentando. fiquei pensando nisso dias, e isso ta me consumindo. tu não merece. as outras mereciam. tu não. desculpa, mas to decidido.
- Bom, então é isso? Acabou?
- É. Um dia tu ainda vai me agradecer por isso, linda. tu sabe que te quero bem.
- Obrigada.
- Hã?
- Obrigada por ter sido mais um idiota que passou pela minha vida. E depois ainda vem falar dos moleques que sairam comigo? Otário!
Peguei minha bolsa, levantei, e saí sem olhar pra trás. Esse é meu destino? porque não é possível sem sempre comigo. sério que são essas as ovoltas que a minha vida vai dar?
para bem na verdade, eu sabia o porque do Rodrigo estar me marcando tanto. além de tudo que ele representava pra mim, além do risco que eu corria quando estava com ele - o que fazia cada vez eu querer mais-, eu estava magoada porque sempre fui eu que terminei os relacionamentos. sempre fui eu a pessoa que dizia as coisas que ele me disse..esse script era meu. eu tava provando do meu proprio veneno.
agora eu tava sentindo o que os caras que eu dispensei - e talvez gostassem de mim mais do que eu gosto do Rodrigo- sentiam. será que eles também sentiram esse aperto no coração? esse vácuo? essa vontade de chorar e gritar? essa repressão de todos os sentimentos? que se dane, borrei toda a minha maquiagem voltando pra casa.
Desde o dia que o Rodrigo que apresentou Tchê garotos, eles se tornaram meu despertador pela manhã, pra todos os dias pensar nele.
'' de que vale o dia ter um lindo sol, de que vale a noite com o brilho sereno, se longe de mim você está ..''
 ué, ta tocando. caracas, é meu despertador. enquanto me espreguiço, uma nova mensagem. era dele.
''Oi negrinha linda, to louco de saudades de ti. Ainda tá de pé o nosso jantar de hoje à noite né? Nao esquece. Te pego ai as 20h. Cheiro no cangote. Beijos!''
Me senti aliviada. Foi só mais um pesadelo. Hoje a noite tenho um encontro..mas dessa vez já vou preparada!

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

- Pois bem, como vão as coisas, Ana?

(Tchê, as coisas anda mais lentas que de costume. Tu ai, eu aqui. Tu desse lado e eu do lado oposto. Tu cada vez mais longe, eu te querendo cada vez mais perto. Tenho andado muito por esse mundão, e é tão engraçado, porque vejo um pedaço de ti em cada parte dele. Não sei se tu me falaste do mundo ou se eu que conheço muito bem o teu mundo. Lembra do livro que eu tava lendo? Pois bem, no fundo, ele tinha um pouco de ti.
 Se me perguntares hoje se gosto de Caetano Veloso, Djavan, Lobão, Lenine, Nando Reis; Mário Quintana, Fernando pessoa, Cecília Meireles, Clarice Lispector..eu gosto sim! Eu ando mais brega, mais clichê do que nunca. Eu começo a rir sozinha quando penso que tu vais rir de tudo isso.)
- Tudo bem, muito bem. E tu, como vai?

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Conheço uma guria que conheceu um piá.

Ambos se tornaram amigos faz algum tempo. Ótimos amigos, por sinal. Saiam pra beber e relaxar de vez em quando; encontravam-se na balada por acaso; conversavam sobre tudo, de um jeito que só eles entendiam. Ele era um louca. E ela? Bom, ela era uma apaixonada por loucos. 
Essa guria falava todos os palavrões existentes e os que não existiam também. Tinha milhões de tatuagens, das mais diversas possíveis. Buscava respostas pras mais torturantes perguntas em músicas, nas suas escritas e nas páginas dos livros. Todos falavam dela como se estivesse em um labirinto. Ela não era uma guria dramática, eu a identificaria como aquela que se assume sem medo. Na verdade, eu queria ser um pouco assim. 
Já o guri, pelo que eu sei, não sabia lidar com um mundaréu de coisas. O passado, principalmente. Havia uma lista, daqueles planos que fazemos todo o ano, abandonada na última página de uma agenda de anotações. 
Os dois eram muito distintos. Entretanto, numa noite qualquer dessas de verão, eles de beijaram. Mais de uma vez. Parecia tão simples, que os centímetros entre os corpos e seus lábios, sumiram. Ele não tinha certeza daquilo tudo. Ela, por sua vez, estava vivendo o momento e enfim, não se importava. 
Eles eram amigos. Agora as coisas entre eles estão uma bagunça. Indiretas infinitas com olhares mil. 
Ele não quer perder a amizade, e se acha culpado. Ela adora ser amiga dele, e ao mesmo tempo que se acha vítima, se acha culpada também. 
Procuram uma resposta. Mas não existe resposta.. Existe um dia depois do outro.
Desejo que eles sejam felizes: como amigos ou não..pode ser como amantes, almas gêmeas ou almas que apenas se entendam. Todos os dias, ou uma vez a cada sete dias. No entanto que valha a pena!

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

nunca entendi porque as pessoas odeiam tantos os ex-namorados..

diferentemente do que estejam pensando, eu ainda não enlouqueci totalmente..ainda! - risos- . é que aquela frase ''ex bom é ex morto''é um pensamento bobo, que eu li agora pouco em uma rede social, me deixa pensativa e me faz revirar os olhos. alias, as pessoas deixam tanto de si mesmos ali que eu não sei se agradeço ou peço desculpas por estar lendo. 
embora eu escreva direto sobre relacionamentos em geral, não sou tão experiente nesse assunto e talvez esse seja o segredo. durante esses dezenove anos, 'namorei' duas vezes, dois caras que, embora os nomes sejam iguais (destino brincando comigo desde sempre, hehe), eram completamente diferentes e despertavam-me sentimentos muito distintos em mim; tanto quando chegaram, e especialmente quando partiram.
com cada um vivi uma fase diferente da minha vida e, pressuponho, que conheceram várias Brunnas diferentes: a insegura, a tímida, carente. A Brunna blogueira e enlouquecidamente apaixonada por CTG, a que tinha vergonha do corpo, a que sonhava em ser estilista famosa e morar na França, aquela que confiava desconfiando. e engraçado, não sei como eles sempre foram pacientes comigo e super compreendedores. esses relacionamentos deram certo, não posso dizer que não, mas (in)felizmente acabaram..e foram pelos motivos mais diversos: um deles foi um sacana comigo, e embora sempre fosse muito sincero e fizesse loucuras por mim, eu era nova mas não era boba. o outro, o relacionamento tinha mais cobranças do que era preciso, e por fim, as nossas mancadas foram a gota d'agua.
é óbvio que o meu antigo blog, nesses tempos de foça, estavam cheios de chororô, crônicas de amor, cartas, músicas, indiretas, mimimis...não é fácil ter uma casga grossa, amigos. todo mundo acha que você não é tão sensível, alias, eu mesma tento passar essa imagem..aí, quando liam o meu blog, nessa época, se apavoravam! eles nem sempre liam as mensagens postadas, mas era um refúgio que me fazia bem.
o tempo mostra que os sentimentos se renovam de um jeito diferente, e só assim que podemos amadurecer em cada relacionamento. as pessoas, quando bem quistas e especiais, nos modificam. o único problema é que essa transformaçao nao é controlada e as consequencias são vistas nas nossas atitudes. e é ai que entra a moral da história, que é definida apenas por nós mesmos. 
transformamos a dor em rima e de verso em verso viramos a página. sem rasgas, sem riscas, sem queimar, sem ao menos voltar..apenas virar a página para um capítulo a frente. eu fiz isso. tive inumeras oportunidades de reler algumas partes..não quis! afinal, era do meu livro que estavam falando, e nao dava pra passar o tempo todo indo e vindo para tentar um final feliz que não tinha indo ainda. e nem seria o afinal!
e é assim, com toda a certeza, que afirmo que nossos últimos amores, são rapazes respeitáveis. cheios de defeitos, manias, eram imperfeitos sim. mas sem cada um deles, eu ainda seria uma garotinha boba,frágil, e sem histórias reais para contar, que aquele diário antigo, se aberto, descreve.
meu cupido é um cara sábio, que do jeitinho dele, faz com que eu aprenda em cada etapa da minha vida. porém, estou começando a pensar que, talvez, ele seja mesmo, é afim de mim!.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Era amor,

é amor! diferente de todos os que eu já senti (me atrevo a falar por ele também)..do nosso jeito. aliás, não temos jeito. muito pelo contrário: nossos trejeitos estabanados, confusos, inquietos..parecidos!
''mal comecei e já me perdi, pois nessas horas as palavras fogem''
sim, a trilha sonora é essa. não poderia ser diferente.
não é época de vento norte (só os fortes entenderão), mas aqui dentro venta muito de saudade.
uma saudade boa, daquelas que me faz sorrir e chorar ao mesmo tempo relembrando tantas tolices, bizarrices, segredos, amor.
não é amor próprio, de irmão, de amigo, familiar, maternal, paternal e o diabo a quatro: é daqueles sem medo de julgamentos, que não brinca de se esconder - por mais que muitas vezes tentamos-..é algo muito parecido com todos esses, mas muito, muito diferente!
acredita em anjo?
pois é, eu sou o teu.


quinta-feira, 25 de julho de 2013

bueno, acho que eu preciso te contar uma coisa..

preciso falar contigo sobre os que estiveram aqui, me 'visitando', antes de você. antes de qualquer coisa, eu preciso falar das decepções, das cicatrizes, tombos e sobre os cacos que eu ainda tento juntar e ajeitar.
tu não chegou a muito tempo, então tenho que te por a par de todo o jogo, te ensinar os truques e como fugir ou enfrentar o tal do 'game over'. to aqui pra te dar todas as dicas, porque no meu jogo alguns se perderam e não quiseram mais..de visitas to cheia, agora quero alguém que fique!
já vou te avisando o quanto sou difícil e birrenta, cheia de cascas, camadas protetoras, essa tal de armadura que todo mundo fala. com o tempo, a vivencia fez com que construísse uma muralha à minha volta. mas se tu queres de verdade, não desista de mim. dê voltas e encontre a entrada. dê voltas e me encontre. atrás dessa autosuficiência toda tem alguém querendo acertar.
sei que por trás do teu sorriso cativante, de quem não ta nem ai com a vida, de quem não leva nada a sério, tu também tens tuas decepções. quero que me digas onde não devo errar, onde estão tuas feridas e quero que me fale um pouco dela. 
eu também ja errei, sabe. alguns partiram meu coração, de outros, quem partiu fui eu. mesmo sem querer, as vezes eu magoo as pessoas. eu vou falhar. fique ciente disso. na tpm, gritarei dizendo pra ti ir embora e que tu nunca deverias ter chegado na minha vida. 
sabe, talvez com o tempo a gente supere a nossa falta de jeito com a gente, a nossa falta de jeito para com o amor e aprenda um com o outro. talvez, tenhamos que acabar com todas as nossas outras histórias mal acabadas, cheias de vazios, cheias de sorrisos sem graças. 
mas to disposta a ir tirando a armadura, lentamente. afinal, quem foge do amor o tempo todo, não ta livre do sofrimento. na verdade sofre mais por não amar! entanto, digo que amar é quase que como pular do precipício. eu to afim de pular. 

terça-feira, 25 de junho de 2013

João, eu até que gosto dele..

    é um gostar daqueles que a gente se pergunta como fomos parar ali. mas quer saber? eu não tenho mais pensado em como sair. acho que não quero sair.
    é o jeito que ele me faz sentir arrepios, João, o jeito dele sussurrar as coisas no meu ouvido,  dum jeito que eu me sinto vulnerável àquilo tudo. 
esse guri tem um olhar pequeno e irônico quando desconfia de mim. quando desconfia dos movimentos lentos de quase ataque, quando estou prestes a lhe fazer cócegas na barriga -sim, ele morre de cócegas-; quando desconfia que eu quero falar mais e não acho palavras. é, acho que ele já me conhece..ou acha que me conhece, porque na verdade, nem eu sei quem sou.
    bocó, mas presta atenção em tudo que digo, em tudo que faço. e João, ele tem um jeito manso quando me encara, mesmo eu dizendo que não gosto quando assim me olham. não tem um dia que ele não me chama de fedorenta e depois elogie meu cheiro. o cheiro dele também é forte..cheiro de homem..adoro! -risos-.
    esses dias ele aparou a barba, João, e depois ficou se perguntando se eu ia gostar. é, ele não me conhece mesmo. eu gosto de barbas. homem de barba, quando cola o rosto no meu...iiiiiiih, arrepau no piu!
    eu fico muito feliz quando ele me chama de 'minha menina'..fico feliz por não precisar ter que ser mulher com ele, sabe?! eu já judiei bastante dele, ainda judio, João. coitadinho, caiu numa cilada véia cuiuda. mas a compreensão dele é enorme, sabe, e se o mundo caísse agora, ele iria me abraçar tão firme que eu nem ia sentir a queda. aliás, ele já aguentou meu mundo desabando em algumas madrugadas. ele não faz perguntas, só afirma que vai ficar tudo bem e me diz que ele vai ta ali comigo, que eu conquistei a confiança dele. é um mimoso, João, um mimoso!
   essa semana mesmo, eu viajava em Júpiter e ele em Netuno -isso sempre acontece- , e quando eu aterrizei foi com um ''tem como não acreditar em alguém que te sorri com os olhos?''. aí, realmente, a-ter-ri-zei! -risos-.
    os braços dele não são os mais fortes, nem os mais fracos, mas são deles. e o abraço dele me traz sensações boas. e é desse jeito cuidadoso, que ele me invade e me conquista aos pouquinhos, nas coisas mais simples; e talvez ele nem saiba disso.
     ô João, ele gosta da minha mãe e trata ela super bem..já começou me ganhando por aí. ele gosta dos meu amigos porque eles me fazem feliz. ele gosta dos dias ensolarados porque a gente se vê e ele pode me convencer de sentar no chão, acompanhando ele. 
    eu gosto dele, porque ele não me trata com pressa, sabe João. mesmo contrariado ele tem a maior paciência do mundo e tenta ser um mimo comigo todo o santo dia, ou por sms, por face, olhando no olho. mesmo quando ele tem que lidar com as minhas alterações master de humor,João, ele diz que gosta de mim. quando digo pra ele me deixar quieta, 'ir embora', porque eu sou muito chata e tudo mais; ele vai. mas nunca vai embora mesmo. sempre volta dizendo que sou muito mais que chata, e finge me derrubar só pra eu perder as forças e cair na gaitada. aliás, eu odeio quando ele me faz rir quando eu to braba com ele.
    e são nos detalhes que ele me ganha. e daí eu vejo, João, que eu curto ele. principalmente quando ele me sorri com os olhos..aí fica tudo bem!