Me
encantei quando disse que ouvir Nando Reis era coisa ultrapassada, quando
bocejou ouvindo Luiz Marenco, indo pra casa, no meu carro. Teu gosto musical era
um tanto duvidoso, reclamava de muitas coisas, discordava de tudo e todos, me
encantei. Nas tuas piadas sem graça, eu ria, e reparei que estava perdida em
ti.
Não tínhamos muito a ver. Ok. Não tínhamos nada a ver. Mas é
com os casais improváveis que as coisas fluem, não é isso que falam por ai? Nós
mandamos ver. Quebramos tudo: cama, pratos, inclusive corações.
Eu me apaixonei por ti no momento em que senti o sex appeal
que exala por todo o teu corpo. Me apaixonei pela tua pegada, teu jeito de me
descobrir, abrir meu sutiã e pegar forte meu cabelo. Tua cara de moleque
safado, homem canalha, me fazia apaixonar, enquanto descobria pouco a pouco em
que lugar tu estava na minha lista de caras errados. Nessa seleção, enquanto
isso, entendi que você era realmente um cara errado. Me apaixonei ainda mais.
Eu me encantei pelo teu jeito menino, intenso, acelerado,
instantâneo, pirado, desenfreado, que eu sempre sonhei. Eu me apaixonei pelo
teu jeito homem prudente, sereno, duradouro, lúcido, pé no chão, controlado,
que eu sempre quis.
Eu me apaixonei por ti e não me arrependo nem me sinto
culpada. Entretanto enquanto eu me desapaixonava, descobri que era fugaz, e que
ia sair da minha vida do mesmo jeito que havia entrado: rápido. Éramos carne,
química, sexo, mordidas, marcas..só!
Agora que findou-se, preciso te dizer que ouvir Nando
é muito bacana. Que Marenco representa uma geração com bom gosto musical. Que
com as tuas piadas sem nenhuma graça, só
era mais um babaca. E, ainda assim, tenho de admitir que me encantei por ti
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