sábado, 15 de março de 2014

Eu me encantei por ti no momento em que te vi sorrindo.

 Me encantei quando disse que ouvir Nando Reis era coisa ultrapassada, quando bocejou ouvindo Luiz Marenco, indo pra casa, no meu carro. Teu gosto musical era um tanto duvidoso, reclamava de muitas coisas, discordava de tudo e todos, me encantei. Nas tuas piadas sem graça, eu ria, e reparei que estava perdida em ti.
Não tínhamos muito a ver. Ok. Não tínhamos nada a ver. Mas é com os casais improváveis que as coisas fluem, não é isso que falam por ai? Nós mandamos ver. Quebramos tudo: cama, pratos, inclusive corações.
Eu me apaixonei por ti no momento em que senti o sex appeal que exala por todo o teu corpo. Me apaixonei pela tua pegada, teu jeito de me descobrir, abrir meu sutiã e pegar forte meu cabelo. Tua cara de moleque safado, homem canalha, me fazia apaixonar, enquanto descobria pouco a pouco em que lugar tu estava na minha lista de caras errados. Nessa seleção, enquanto isso, entendi que você era realmente um cara errado. Me apaixonei ainda mais.
Eu me encantei pelo teu jeito menino, intenso, acelerado, instantâneo, pirado, desenfreado, que eu sempre sonhei. Eu me apaixonei pelo teu jeito homem prudente, sereno, duradouro, lúcido, pé no chão, controlado, que eu sempre quis.
Eu me apaixonei por ti e não me arrependo nem me sinto culpada. Entretanto enquanto eu me desapaixonava, descobri que era fugaz, e que ia sair da minha vida do mesmo jeito que havia entrado: rápido. Éramos carne, química, sexo, mordidas, marcas..só!
Agora que findou-se, preciso te dizer que ouvir Nando é muito bacana. Que Marenco representa uma geração com bom gosto musical. Que com as tuas piadas sem nenhuma graça,  só era mais um babaca. E, ainda assim, tenho de admitir que me encantei por ti

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