quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

''Ele não vale nada''

Foi a frase que eu mais ouvi ~muitos ainda tentam avisar~ quando se referiam a ti.

Já me alertaram que eu to caindo numa cilada, que namorar contigo é furada, que eu vou ~logo~ quebrar a cara, que tu é mulherengo e que já foi assim com todas e por isso comigo não seria diferente.

Confesso que, no começo, esse turbilhão de informações estavam me fazendo já desconfiada. Agora, fico grata pela gentileza dessa gent(e)(alha) ‘’preocupada’’ comigo, mas pra bem da verdade eu sempre gostei de correr riscos, que frio na barriga, do que parece impossível.

Tem pessoas que só dão valor quando perdem, outras que valorizam bens materiais mais do que tudo, tem gente que paga caro em roupas de grife e depositam ali a felicidade, gente que tem um coração gigante que vale muito mais que qualquer viagem ao redor do mundo. 
Valor é mesmo algo muito subjetivo. 

Se eu gosto dos teus olhos amendoados que localizam-se dessa tua ~linda~ cara de pau, se eu adoro quando tua barba roça no meu pescoço, se eu sou apaixonada pelo cheiro que fica em mim quando te abraço..como podem dizer que isto não vale nada? 
Eles dizem que não vale nada porque desconhecem a suavidade da tua risada com cócegas, desconhecem as falas mansas no meu ouvido.

Vale tudo, é claro que vale! 
Vale o risco de cair no penhasco, vale o momento, vale a ~possivel~ queda, vale as transformações.

E eu fui bem avisada. O problema, meus caros, é que ‘na boca de quem não presta, o que é bom não vale nada’.

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Depois de muito tempo,

estava numa busca incessante para descobrir o que vem depois da paixão, que causa borboletas que voam incontroláveis no estomago.
Eu não sei se tu entende, mas antes de ti achava que eu exigia e esperava demais dos homens.
Ouvia das gurias: o homem que tu esperava só deve chegar de cavalo branco, Brunna!
Mas eu queria coisas muitos simples.
E aí veio tu, complicando tudo. E descomplicando. E complicando de novo. E desvendando todos os mistérios.
Depois da paixão, vem todo o resto que eu nunca tinha conhecido.
O sufoco é substituído pela compreensão e aí é tudo ‘bossa nova’.
Cumplicidade, proteção, dias felizes, conquistas diárias.
Viu como era simples? E tu nem veio num cavalo branco.
Quando a paixão cresce, vira reciprocidade, o compromisso. E não é esse compromisso de expor ao mundo. É de ser feliz e fazer o outro feliz – que desafio gigante.
Na paixão era eu. Quando a paixão mudou, virou nós.
O homem que eu esperava, me fez descobri além das borboletas.
Esperei tanto que hoje ele é meu!

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Foi depois do beijo da testa

clica nesse link https://www.youtube.com/watch?v=hyZP4shBd4Y e leia com essa trilha, ok?

que eu voltei pra casa e deixei meu coração contigo.
Pensei em muitas coisas sem sentido.
Tive medo...
 Medo de não ter coragem de assumir, medo que tu não alegrasse mais meus dias, medo da tua desistência de mim.
Medo que teus olhos fugissem do fundo dos olhos meus, medo que tua boca não encostasse mais na minha, medo que tuas mãos não acariciassem mais meus cabelos.
Eu tentei, do meu jeito ogra, fazer tu enxergar que as nossas brigas tolas faziam a gente perder madrugadas por bobagens.
Eu tentei, do meu jeito vazio, fazer tu compreender que justificar os erros e corrigi-los de nada adiantaria sem confiança, a palavra chave de tudo.
Não importa se tu não se compara aos caras que chegaram antes ti.
Não importa esse jeito expansivo.
E pra falar bem a verdade, não importa que eu não esperasse gostar de ti dessa maneira.
Não importa que tu não se enquadre no padrão ideal que as gurias falam pra mim.
Não importa se o passeio tem que ser de bus, ou apé ou com um carro que não é teu.
Não importa se tu não te dá tão bem com as palavras quanto eu.
E pra falar bem a verdade, não importa distância nenhuma.
Realmente, tanto faz...
Agora tanto faz se eu saio ou fico em casa com a tua companhia distante.
Tanto faz os comentários de ‘linda’ nas minhas fotos.
Agora tanto faz o cara bonito que assobia na rua pra mim.
Tanto faz as cantadas baratas.
Eu não sei que mágica é essa que tu fez, mas depois de tanto tempo..realmente, tanto faz.
Foi depois do beijo da testa que eu voltei pra casa e deixei meu coração contigo.
Meu coração contigo.
Meu coração.
Meu.
...

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Abre o braço, que eu deito no teu ombro.

O guri dorme com um semblante mais tranqüilo, sabe..parece entender que eu não vou ataca-lo com cócegas.
Ele aparenta estar sonhando. Daqueles sonhos que agita o corpo, sabe?! Eu faço carinho e ele esboça um sorriso. 
É engraçado..ele não sabe, mas o sorriso dele é tão incrível naturalmente. Digo, porque as cócegas o deixam vulnerável e espontâneo. 
Nunca tinha me olhado como hoje..envergonhado. Ah, aqueles olhos amendoados agora eram olhos sonolentos. 
Eu parei o mundo daqueles minutos. Era como se eu nunca tivesse o olhado. Talvez não tão calmo (já que ele é ligado no 220w). 
O guri dorme como criança que corre o dia todo e logo que fecha os olhos desaba.
Ele aparenta serenidade. Daquele jeito de dever cumprido sabe... 
É engraçado..ele me faz rir mesmo sem saber. Quando ele faz beiço e resmunga dormindo, não me contenho. É um riso baixo e carinhoso. 
Nunca tinha me olhado como hoje..com felicidade. Na verdade, já tínhamos sido felizes. Mas parece que hoje, hoje era uma parte que faltava. 
Eu parei o mundo naqueles minutos. Ele abre os olhos, que logo me fitaram, beija-me a testa e volta a dormir. 
Perderia um tempo mais olhando para ele...é um ganho de tempo! 

 ‘’Do nosso amor a gente é quem sabe, pequeno’’ 
Ultimo Romance – Los Hermanos

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

É posterior a esse jeito (in)sensível..

é por trás da minha neutralidade..é na retaguarda de se apegar..é detrás a tantas doses de bebidas que se mascaram tramas que não deram certo. Tiro certeiro que foi válvula de escape pra tantas faces que sou hoje. 
eu venho nesse boteco um dia sim e o outro também. Porque assumo que me desnorteei entre as minhas desculpas esfarrapadas. Então, é entre um gole forte e outro nem um pouco suave que acabo todo santo dia. nessas historias o que não falta é enrolação, o que não faltou foi confusão, complicação e muitas ciladas. e vou contar. Mas do meu jeito. Gosto de escrever difícil, com várias virgulas e metáforas, pra parecer mais complicado do que realmente é. Enfim, eu pareço mais complicada do que realmente sou. E assim vem sendo durante algum tempo.
eu não me acho, nem de longe, a mulher certa pra falar de amor. Mas enquanto aqui bebo (e choro), fico observando esse tanto de homem que aqui bebe e ri. É um tanto de homem, até que bem charmosos, disfarçando sua futilidade com um copo bem cheio da bebida mais cara. É um tanto de homem, até que bem cheirosos, simulando felicidade com mulheres vulgares para acobertar o medo de ficar sozinho.
devo ser realmente muito velha psicologicamente. Vejo aqui boa parte de salários gastos com drinks para acabar na cama. Vejo aqui lindas mulheres que conquistam garanhões em uma piscada.  
Eu também não sou tão feia assim, me visto razoavelmente e não vejo nenhuma graça nessas situações. A graça da coisa está realmente no meu copo cheio e o garçom que vez ou outra está com uma barba que me atiça.
tenho, na maioria das vezes, o homem que eu quero com um bom papo, um bom perfume e uma dança onde ele consegue sentir o rebolado e eu apenas o coração batendo acelerado. altos, magros, baixinhos, velhos e novos..e é assim que eu disfarço as frustrações de oportunidades perdidas. Se sou feliz? Ah, me contento.
esses dias, meus dois ex namorados ficaram noivos..sim, os dois. Eles seguiram em frente da melhor forma possível. Que feliz! Desejo felicidade, porque se não fossem eles, eu não estaria precisando de boas doses de bebida. Foram eles que me ensinaram a quebrar a cara e curar com um porre. Coisa de guria nova que não sabe lidar com as pressões do cotidiano. 
hoje das minhas faces, que não a de moça de boteco, tem medo de perder a liberdade, se prender, de pisar em falso e se perder totalmente ( de novo ). Eu sei que eu magôo muito marmanjo por aí. Não que seja uma escolha minha, porque eu também me chateio por ser assim. 
Uma casca dura, uma proteção revestida de confiança pra conquistar homens que durarão algumas (poucas) semanas em minha vida porque eu deixo o labirinto estreito demais. A questão, é que depois de tantas coisas, quero alguém me negue um pouco de atenção (pra eu sentir uma pulga atrás da orelha), que não seja tão meu (gosto do impossível), que me vire a cabeça e faça-me ver o mundo de outro ângulo. Gosto de quem me conquista aos poucos, quero aquele jogo bobo e moleque de sedução, sem pressões e cobranças. Eu abortei todas as missões que não me façam quebrar o pé da cama ( ao invés da cara, do coração). 
esse botequim, me faz pensar no que eu fui, sou e serei (n)(d)a vida. E eu não sou romântica, inclusive estou bem longe desse adjetivo. Só acho que vocês mereciam saber que ‘eu não sirvo pra relacionamentos’ é a desculpa mais breve que eu sempre darei. A verdade, é que eu sou arisca porque eles me estragaram pro mundo (sim, estou falando dos mais atuais noivos, hehe). Não estou fazendo comparações, mas depois disso, abri meus dois olhos e coloquei os dois pés a trás com tudo na vida..incluindo relações (de amizades e amorosas). 
homens sentados no bar acenando a chave do carro, não vão me conquistar. Homens cheirosos, me conquistam. Homens que pagam mil drinks só vão ficar pobres, porque não vão ter a recompensa no final da noite. 
Alguns homens que nos rodeiam são mais vazios que o estado do meu copo neste momento. o que fico feliz, é que, não tenho duvidas, de que existem mais moças em botecos destilando tristeza em bebidas e cevando felicidade. Mulheres como eu são mais comuns do que imaginamos..ainda que em alguns bares da cidade!

terça-feira, 14 de julho de 2015

O que te faz feliz?

indagou-me curioso (como sempre).

Família. Escutar Música. Realizar meus sonhos. Ver quem eu gosto realizando sonhos. Dançar. Ter as unhas compridas e bem pintadas. Dançar, de novo. Balada. Cheiro de livro novo. Dormir até tarde. Rodízio de pizza. Olhar filmes românticos mesmo não sendo tão romântica assim. Resultados positivos. O cheiro do estrogonoff do meu pai. Usar o creme de rosto que a vó usava. Servir na calça que já não me servia. Usar as roupas da minha mãe. Jogar canastra. Ganhar nos jogos. Danoninho. Cerveja. Água. Maçã verde. Pessoas sinceras. Justiça. Por do sol. Viajar. Sucrilhos com iogurte. Ficar sozinha em casa. Cantar alto. Mudar meu cabelo. Receber elogios. 10 coisas que eu odeio em você. Claudia Leitte. Final de semana em casa. Comprar livros. Encontrar pessoas que me entendam só no olhar. Reencontrar velhos amigos e ver que nada mudou. Ouvir musicas antigas. Rever fotos. Tirar fotos novas. Cafuné. Massagem. Ter meu próprio dinheiro. Sorriso bobo. Covinhas. Quando alguém especial curte minha foto. Pessoas que aturam minha TPM. Decisões. Mudança. Decorar letra de musica. Farofa com ketchup e salsicha. Beijo na testa. Enart. Estar no palco. Aprender coisas novas. Receber mensagem de boa noite. Acabar de ler um livro. 

Viver, respondi.

sábado, 27 de junho de 2015

Sebastian

Lembro de quando nossa vida era romance. Aquele ‘q’ de comédia alegrava meus dias mais cinzentos.
Mas hoje, eu to pulando fora do barco enquanto ele não afunda. To fugindo enquanto ainda dá tempo.
Nosso filme virou drama. E tem dias que ele me assusta feito terror.
Vamos salvar ao menos o respeito. Vamos nos salvar.
Pulemos fora, mesmo deixando tudo inacabado. Vamos bater em um iceberg, vamos nos salvar. Eu vou pular pra me salvar, te salvar..pula desse barco que tu nem entrou..1,2,3 e JÁ!
To cansada do nosso filme, do nosso roteiro, do enredo, do elenco, dos desfecho final.
É preciso saber a hora certa de pular, pro barco seguir seu rumo tranquilo. Tu não quer pular? Eu pulo sozinha. Mas não vem me dizer que eu não tentei te salvar, meu bem.
Meu coração já perdeu guerras demais. Ta doendo ficar no barco vendo a água entrar.
Não adianta remar contra a maré. Tu agora é o meu porto-nada-seguro.
Boa sorte pra ti nessa empreitada. Acha mesmo que consegue se livrar de afundar? Eu to caindo fora. Quero mergulhar em outros rios.
To abandonando o barco. Acabei de escutar o grito de  “Salve-se quem puder”. 
Tibum!
Espero que esta carta não esteja molhada,
Nem da água do mar, nem de minhas lágrimas.
Da tua marinheira,
Giovana.

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Fica tranquilo, querido:

Aqui não tem ninguém...É só o vento lá fora.
Isto é só uma resposta..não te apavora, viu, foi ela quem mandou eu te escrever!
Tu lembra a data, enquanto ela não sabe o dia, só lembra do mês.
 Mas ainda assim é a mesma menina mulher que sempre foi: tímida, introspectiva, que gosta de preencher e ser preenchida.
Sabe, Fermento, os momentos silenciosos são os momentos mais falantes dela ... :)
Diferente de te ti: (in)seguro, comunicativo, impulsivo,matraca aberta, metendo os pés pelas mãos, sempre em voga.
Há uma troca aqui, rapaz: observadora e observado, calmaria e confusão, chuva fina e tempestade.
Vocês dois são muito tempo ruim, são dois eternos furacões.
Um fala, o outro responde, o outro rebate. Um xinga, o outro faz beiço, o outro fica sem jeito. Um alerta pra vida, o outro não desencana e o outro não facilita.
Fermento, vou te dar um conselho. Ela nem sabe que vou te contar isso, porque não gosta de ser vulnerável, mas tu já a fez chorar de raiva. A moça sofre de mágoas, rapaz. Tem que cuidar o que diz pra ela, pois por trás daquela armadura tem alguém que acredita no poder das palavras. Então não repete mais que ela não é o que tu esperava para a vida, diz somente que vocês não combinam. Quem sabe ela diga: ainda bem! E fica tudo bem..bem de boas.
Sabe Fermento, tu não é um cara ruim, só ainda não aprendeu a lidar com as confusões ambulantes dela.
O que? Tu não gosta que te chamem assim? Mas a guria me disse que tu até dá uma risadinha boba quando ela assim te chama. Ela ta de sacanagem contigo ein..ta te provocando!
O que? Ela te provoca sempre? Olha, não é querer fazer intriga, mas ela sempre me conta que é tu que é fraco..que provocar mesmo só quando o lábio dela ta frio e o teu quente.
 Rapaz, ela se preocupa contigo. Poxa vida, seria bem melhor se tu preocupasse menos quem gosta e convive contigo né. Temos certeza, eu e ela, de que ela não é a única a ficar receosa contigo. Vai com calma, criatura..não perde essas pessoas!
Ela não sabe quase nada de ti, ao contrario do que tu pensa. Tu não sabe nada sobre ela, ao contrario do que tu pensa.
Ela é melhor com palavras do que falando. Tu é melhor falando do que cantando. (brincadeirinha – risos)
Fermento, espero que tu entenda o jeito dela achar alguém especial..ela é durona mas no fundo tem um coração mole..e se ela se preocupa contigo, acho bom tu entender o recado.
Tudo vale a pena: se não virar amor, vira poema!

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Ontem me disse: tu escreve pra mim.

Hoje eu digo: estou escrevendo sobre ti.
Na verdade, é sobre nós e esse encontro meio que lunático.
Por vezes eu me confundo contigo. Por vezes tenho certeza que não temos nada a ver.
Com o tempo me tornei alguém arisca de relacionamentos – tanto amorosos quanto sobre amizades-. Alias, o tempo me muda constantemente. E é muito raro o meu ‘santo bater’ logo de cara. Eu não sei de que planeta tu veio, mas pode ser de uma galáxia bem próxima da minha.
Percebi que as coisas fluíam quando em uma das muitas madrugadas de conversa, chorava contigo e falava sem receio sobre convivências familiares. Percebi que as coisas fluíam quando me sentia a vontade de mandar áudios e falar bobagens. Percebi que as coisas fluíam quando contávamos historias bem parecidas e nos surpreendíamos. Percebi que as coisas fluíam quando tu disse pra alguém que era minha amiga.
Falo isso porque pra mim amizade é um termo tão forte e que eu sou comedida pra usá-lo, que me surpreendeu. Logo, me peguei pensando que era muita coisa de alma, sabe? Claro que sabe, tu sempre entende. Sou muito seletiva nos amigos que faço e daqueles que permanecem comigo. Aprendi a gostar de ti apesar de tudo: nossas semelhanças e/ou diferenças, acertos e/ou erros, qualidades e/ou defeitos. Pra bem da verdade é isso que eu mais gosto em ti: essa maneira de me mostrar as imperfeições sem titubear. O que não gosto, é esse teu jeito casca grossa, não-vulnerável, que se parece muito comigo..e sei que não é tão bom assim pra gente. Mas quer saber? Se tiver que cair, tenho certeza absoluta que levantaremos e seguiremos em frente.
Diferente de quase tudo que já aconteceu comigo, esse encontro me fez e ainda faz (re)pensar muito na minha vida: no respeito mutuo que existe na minha casa, nos sonhos que eu ainda planejo, na falta que minha avó faz pra mim e de como eu fico sozinha mesmo cheia de gente e quem me faz ficar mais encontrada é quem está longe. E no teu caso também: do que tu pode aproveitar na tua família se for um pouco menos turrona, de curtir mais teus pais e parar de birra, de fazer planos e sonhar muito mais do que (só) estar na Zero Hora, de como tu tem sorte na vida por ter tua avó ainda por perto (aaaai, eu tinha que chorar nessa parte, que merda!) e que tu tenha certeza que quem ta aqui de longe tem as melhores das intenções.
Fico feliz que entre tanta gente chata e sem sentido nessa vida, tenha te encontrado.
Talvez esse encontro não seja o primeiro (de novo, sei que tu entenderá), mas o que espero é que não seja o último. Que consigamos nos entender tão bem assim em mais um monte de vidas!

quarta-feira, 17 de junho de 2015

tô de saco cheio!

Já tem algum tempo que as opiniões e criticas não-construtivas alheias me incomodam. A eterna busca pela tampa da panela é muito mimimi pra mim.
Vamos ser francos uns com os outros: não estamos em um barco furado, então não me jogue a bóia pra me salvar da solteirice!
Aos amigos que tem alguns amigos para me apresentar, às gurias que torcem para serem minhas cunhadas...esqueçam: eu não quero conhecer alguém que tenha – por obrigação – que ser o homem da minha vida.
Ser solteira não é estar no alto de uma torre esperando o príncipe passa pelo dragão e vir me salvar. Não queira ser meu cupido.
Choro vendo Ps eu te amo e sei de cor 10 coisas que eu odeio em você. Escrevo sobre amor e reclamo por não conhecer ninguém legal – ou conheço e não dou chances -...mas ok. A missão agora e cuidar da minha vida, dos meus sonhos, meus planos e acolher muito bem as oportunidades que estão aparecendo.
Ta tudo bem comigo, gente. Tudo bem ser solteira, livre, leve, solta e desimpedida. Eu estou/sou feliz! Apesar de super entender que tu só queira pra mim alguém que seja feliz comigo, assim como tu achou pra ti...só que essa é a minha vida, não a tua.
Não é clichê nenhum: é possível ser feliz sozinha, sim! Talvez eu encontre logo alguém para juntar os trapos. Ou talvez não. E tudo bem! Há abundantes formas de ser feliz; e ser solteiro não quer dizer estar triste, sozinha, mergulhada na profunda solidão. Assim como alterar o status de relacionamento do ‘face’ também não faz com que tu nunca te sinta vazio.
Alguns precisam de alguém pra sorrir. Eu preciso apenas de mim mesma e uma boa dose de amor (próprio) !

quinta-feira, 12 de março de 2015

entre as folhas da 8ª série, um texto.

     A gente nunca deixa de amar..sempre continua amando...por mais bizarro que esse amor seja,
     Tenho andado com saudade. Ainda não te esqueci.
     Amor em forma de olhar, de ciúmes, de abraço...de amor.
     Tenho saudade do teu riso bobo, do meu sorriso apaixonado, das nossas expectativas,das nossas vontades de viver juntos, dos teus desejos que super casavam com os meus. Casar...lembro como se fosse hoje o jeito que esse verbo nos assustava: juntar as escovas de dente já era informação de mais.
     Quero te contar, pelo menos por aqui, que fui conhecer o mundo com a mochila nas costas e tu no coração. Dos lugares que conheci, preferia te (re)conhecer.
     Esse tempo longe me fez voltar a acreditar em sentimentos além da distância: Aqui estou, então, encurtando-a.
     Sinto falta dos teus dias me acalmando, dos meus dias te agitando. Tu faz uma falta danada, moleque! Sempre neguei, mas tu era meu refúgio de sorrisos melhores em dias nublados.
     Estamos longe. Ainda descubro o porquê. Dentre tantas explicações: o medo do amor. Mesmo iniciante no amor, aprendendo a amar, te amei...te amo.
     Me reviro toda noite..revivo..remexo. Penso no tanto que ainda significa e o quanto de amor eu te dedico. O (meu) mundo era melhor quando estava contigo. Escrevo-te hoje com coragem. Te admiro. Tu espalha amor pelo mundo!
     Tô com uma saudade danada, moleque. Moro, agora, onde disse que moraria: Rio Grande do Sul, Gramado. Beijando o frio, abraçando o verde e me acabando em chocolates. No meu cafofo sempre tem leite com Nescau geladinho, sucrilhos, histórias que nao ouviu ainda e saudade que já sabe de cor e salteado. Esquece as mágoas e vem logo...
     Um dia prometi ser tua e tu ser meu. Meu coração entendeu direitinho, e eu não pretendo quebrar essa promessa.
     Vem logo...te amei...te amo...amo tu, guri!

domingo, 8 de março de 2015

Conversei com um amigo que me disse: tu realmente está ficando velha!

E eu só não queria ir pra balada aquele dia... 
Ontem, me deu um vontade de fazer festa. Vontade de ir pra balada só por ir..uma vontade bem de leve. Acredito que nem era tanta vontade, que era mais pra provar pra aquele babaca que eu não precisava dos beijos e carinhos dele. 
Arrumada, maquiada, tirei uma foto e postei nas redes sociais: #PartiuBalada Fui..fui e fiz ‘merda’: beijei o primeiro (mentira, ainda sou exigente; mas o que importa é que eu beijei ué) homem que apareceu na minha frente. O nome? Pedro, Paulo, Pablo..algo assim. Só lembro da boa pegada dele na minha cintura. 
Foi aí que a maldita música começou ‘cuida bem dela, você não vai encontrar ninguém melhor que ela..’ aí me deu saudade.. Bueno, fui atrás do guri e tasquei outro beijo. 
Poxa, eu mereço também. Ele ta lá namorando e eu to só beijando esse qualquer aqui. Na ilusão de que isso ia me fazer melhor, tentei puxar assunto: então...(fiquei alguns – muitos – segundos pensando no nome do rapaz) bonitinho, ta gostando da festa? 
Então eu percebi que eu estava muito ruim de papo e cai na gaitada. 
Ele me beijou de novo, enquanto a musica ainda tocava. E lá estava eu, beijando de olho aberto curtindo a banda tocar. Que deprimente...que broxante. Parei o beijo, agradeci e fui pra copa pedir uma bebida forte. 
E continuei curtindo a balada, sem precisar dar explicações pra ninguém, sem partir meu coração nem o de ninguém. Arrumei o cabelo, repassei o batom vermelho, e fui dançar sozinha. Mas sozinha mesmo foi o jeito que eu voltei pra casa..so-zi-nha! Eu não ia nem ter o nome do guri pra colocar na minha lista, não sabia o nome, idade ou celular. 
Exausta, tirei os sapatos e deitei no sofá...me peguei pensando em quem? Naquele idiota, que deveria estar no maior rala e rola essa hora. Adiantou dar uma de boazuda na balada, Carlinha? Não..bem feito..pra você aprender. logo, pensei que nos dias que eu não vou pra balada, os dias que eu não beijo em ninguém, eu também fico pensando nele..pelo menos agora eu tinha um ‘anônimo’ pra colocar na minha agenda.

sábado, 13 de setembro de 2014

Decidida, direta, simples e objetiva: eu não posso retribuir teu sentimento!

 O guri é sensacional, eu também, o universo super conspira a favor do relacionamento, minha mãe aprova, meu pai adora tomar um trago com ele, meus amigos torcem, minha família faz figa..mas o brilho no olhar, a intensidade do sentimento, a espera do abraço, simplesmente não aconteceu. Passamos a vida toda esperando alguém que, delicadamente, toque a nossa essência e toque aquele lugar na alma que queira abandonar o lugar comum. Quando, finalmente, um guri bacana cruza o meu caminho, não consigo corresponder.
 É muito complicado resolver os emaranhados/turbilhões de sentimentos dentro da gente..é complicado encarar a verdade e mais ainda deixar as coisas claras sem magoar ou entristecer o outro. Tenho certeza que quem espera sofre, mas posso dizer que quem parte sofre ainda mais.
 Pra bem da verdade, não existe nenhuma fórmula que faça o milagre de diminuir o vazio do ‘’não’’. É doloroso, eu também já passei por isso, a expectativa e, por conseqüência, a decepção da reciprocidade. Ter um sentimento não correspondido machuca, lá no fundinho..mas passa..sou a prova viva de que passa. Precisamos desfazer os laços antes que, os mesmos, virem nós. Mas ai nos falta jeito, coragem. Afinal, como aumenta nosso ego ter alguém eu preenche com elogios teus dias frios. Cada elogio é um cafuné nesse coração cansado. Entretanto, o tempo vai passando em as expectativas vão se criando. Pior erro.
 Estar ao lado de alguém é um ato de muita/extrema coragem. Amor não se pode barganhar: ou tem, ou não tem..nao espere florescer, porque não vai. É bem simples. Precisamos ter respeito aos sentimentos do outro, sendo transparente, assim, abrindo portas para o passarinho do amor fazer ninho em outra morada. Devemos devolver ao outro a chance de encontrar um coração realmente passível de reciprocidade. É um direito dele. É um dever nosso.
 O ‘timing’ não sincronizou os ponteiros do relógio. Ninguém tem culpa: destino, tempo, coração, tu, ele.. ninguém! Que esse carinho de hoje não correspondido se transforme em lembranças de um quase-amor que deixou o pássaro livro para uma reciprocidade de um amor sólido, livre pra pousar em outros galhos.

domingo, 31 de agosto de 2014

Era uma carona normal, quando tu virou na esquina errada

  e parou o carro num lugar escuro.
- Namora comigo? – tu me disse do jeito mais natural.
Quando fui responder, me beijou. Um beijo forte, como as recordações.
 Tu continuou a falar, desta vez, olhando nos meus olhos. -Pra todo mundo saber, pra todo mundo ver um namoro nosso de verdade. Quer? A gente troca as coisas idiotas que fizemos por amizade por coisas idiotas de namorados..e prometo não jogar na cara seus podres que tu me contou enquanto amigos. Namora comigo,Luana?
Dentro do carro Toni me fazia sorrir. Um amasso consciente, mão na nuca, barba roçando no rosto. Trancei a perna na cintura dele, o cabelo ficou no rosto e não precisava mesmo enxergar nada. Meu ponto fraco era o ouvido e ele sempre foi bom com a boca. Já existia uma rota.
 E aí, vai aceitar? Repetiu ele se referindo ao namoro. Brinco que a minha intenção era apenas lhe dar um beijo que o fizesse viajar para um universo paralelo.
 Depois de uns lambuzos e uma aventura..voltei a ganhar a carona.
 Quando descemos do carro, ela nos olhou como se tivéssemos descido de mãos dadas, e que antes disso estávamos brincando de amassos no carro.
 Não que fosse uma má idéia.
No ouvido dele, falei: Obrigada pela esquina errada. Não sou tua namorada, mas ainda posso cumprir o que meu beijo te prometeu naquela parada no escuro.

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Eu não sei onde tu está, não sei se realmente tu existe e, de verdade, já ando meio descrente disso.

Leia ao som contagiante https://www.youtube.com/watch?v=OmLNs6zQIHo

Mas, meu bem, se não for por amor, que ao menos, seja por ti.
 Que eu consiga reconhecer o amor em ti quando olhar o brilho dos teus olhos. Que este dia seja ensolarado, porém com um friozinho, para dar um ‘q’ de romantismo. E que ali, então, consigamos ver que houve sim um encontro. Eu te encontrei. Tu me encontrou. Nos encontramos.
 Que tu me fale alguma coisa. Só não me chame de gostosa, ok? Que tu me ache engraçadinha, ao menos, já que a timidez me deixa com ar de boba. Alias, que tu diga que o meu sorriso envergonhado é charmoso. Que tu esteja vestido de azul, preto, branco, verde, vermelho, rosa..a cor que for..mas que tu esteja. Que tu te encante comigo de alguma maneira. Que tu comece a entender, aos poucos, o quão complicada eu tento ser, o quão desajeitada eu sou. Que tu te permita me conhecer melhor, e deixar com que eu te conheça também. Que tu entenda o meu blog meio sem nexo onde eu falo de amor. Ou não.
 Que tu me veja com bons olhos. que os nossos olhos se encontrem. Que tu acerte o tom de azul dos meus e que eu erre feio o tom de castanho dos teus, pra que logo tu perceba que o teu olhar me diz tanto que a cor dele não importa. Que tu decida ficar por curiosidade ou porque topa me ajudar a dar um jeito nessa bagunça.
 Que tu possa me fazer sonhar. Que eu possa realizar teus sonhos. Que, juntos, consigamos reverter os erros de percurso. Que a gente se conheça aos poucos. Que tu me conheça aos muitos beijos,olhares. Que eu te conheça aos tantos toques e perfumes novos. Que os meus dias de TPM sejam lembrados pelos sorrisos e justificados pelos quilos a mais com brigadeiro e pizza. Que eu possa contar contigo. Que tu possa brigar comigo e pedir desculpas me fazendo cafuné. Que eu possa te roubar um beijo e te ver sem graça. Que tu possa me ver sem maquiagem e me querer como mãe dos teus pirralhos. que o nossa filha tenha os teus olhos, o meu nariz e a tua boca.
 Que tu possa garantir que não me machuque mais. Que eu garanta que não tenho vergonha de chorar perto de ti: chorar de rir, de tristeza, de saudade, de alegria. Que a gente caia na rotina, como todos os casais, mas não mude por isso. Que possamos reconhecer o valor da companhia um do outro. Que eu te ame como nunca amei ninguém. Que tu me modifique como o teu amor quiser.
 Mas que tu exista..e que não demore muito pra chegar na minha vida. Pra que, logo, eu não me arrependa de nada, naqueles momentos em que a gente questiona o amor. Que tu tenha orgulho de falar da gente pros teus amigos e que eles tenham inveja de ti..de mim..da gente!
 Vem logo, vem..

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Tem vaga de emprego. Pago bem!

Ta decidido: vou fazer uma dinâmica em grupo pra arrumar o amor da minha vida.
Já estão todos na sala? Então vamos começar.
Ah, de feio nessa sala já basta eu né. Obrigada você. E você também. Espero que encontrem alguém especial.
Ok, guris, menos dois candidatos. Agora, agrupem-se por idade: quem tem a mesma idade que eu forma um grupo. Como assim 21? Vou fazer 20. você também esta fora da dinâmica. Obrigada. Enfim, os que tem 20 aqui, os de 21 ali, os de 22 lá, quem tem 23 acolá e os que tem 25 ou mais dirijam-se praquele canto. Ah, vocês tem 24? Então vão até a porta e saiam, afinal. O numero não é muito legal pra situação.
Agora por hobby: quem gosta de ler, quem gosta de viajar, quem gosta de ouvir música. Ai, quanta gente. Como vocês são lindos! Mas ganha mais uma fase quem gostar e souber dançar. Aos demais, bye boys.
Pela ocupação: quem trabalha, quem faz faculdade. E vocês aí, fazem o que? Ta, mas quem ai é vagabundo por ser rico e quem é vagabundo por ser vagabundo? À vocês da ultima opção fica o meu agradecimento, mas vagabundo por prazer aqui, só eu.
 Agora quero uma coisas bem simples: nome e porque ainda esta solteiro. Afinal, se você é tem tudo isso de bom, segundo a dinâmica, deve haver alguma coisa estranha por você ainda estar no mercado de trabalho, não é? Sejam breves, por favor.
Vocês podem ir embora. Os outros meninos me convenceram mais, vou ficar só com eles.
Vocês me convenceram e acabaram de sair em vantagem, guris. Vou pensar no caso de cada um e ligo depois pra dar um feedback. Lembrando que é fase eliminatória.
 Ninguém atendeu minhas ligações. Ninguém demonstrou interesse pelo emprego.
Tá sobrando vaga, tá faltando gente pra ocupar.
Tem vaga de emprego! Pago bem!

sábado, 2 de agosto de 2014

- Ué, tu por aqui?

 - Então, vim te desejar boa viagem. Boa sorte. Boa sorte na viagem
(Risos)
Em meio a sorrisos bobos. Um abraço apertado, daqueles que um escuta as batidas do coração do outro. Guilherme, logo, parecia assustado.
- é, eu sei, faz tempo né? Você lembra quando foi nosso ultimo abraço? Nem eu, Gui. Acho que foi por isso que eu vim até aqui. É um absurdo eu não lembrar. Logo a gente que costumava se abraçar tanto.
- nossos abraços diziam muitas coisas, Cami. Costumávamos fazer muitas coisas. Mas todas elas mudaram.
- mas será que tem essa necessidade de mudar?
 - mas é a situação...- Camila o interrompe.
- independente da situação, tu ainda é tu e eu ainda sou eu. Somos nós. Gostamos de abraços. Somos assim.
 - as coisas mudam, precisam e devem mudar.
- tu bem sabe que eu adoro mudanças e tudo que vem de positivo com elas, mas acho que eu gosto dessa parte fixa da minha vida. Tu é uma parte fixa, está sempre aqui, como falou que estaria. Abraços também são fixos pra gente.
- Olha, será que não podemos continuar essa conversa em outro momento?
- Não!
- Camila, tu só pode estar na TPM, guria.
- tu deixou pra gritar tuas frustrações comigo outra hora e ficou chateado porque não extravasou as verdades pra mim. Eu deixei de me desculpar, deixei pra outra hora e acabei deixando tu esbarrar em outras pessoas pelo caminho.
- é as conseqüências das nossas escolhas. Eu fiz as minhas, tu fez as tuas. É isso. Uma hora ou outra iria ser assim.
- não mente! eu e tu sabíamos que uma hora ou outra iríamos ficar juntos.
 - sabíamos mas não acreditamos nisso.
 - foi ai nosso problema. As pessoas não acreditavam na gente, nos deixamos de acreditar na gente. Eu faço coisas hoje que tu Nem imagina. Tu deixou de gostar das coisas que eu sabia.
- e cadê a parte do ‘nós’, Cami? Chega, ta?
- eu cansei de esperar que a gente volte a acreditar e deixar a vida fazer o nosso encontro casual. Por isso vim aqui te abraçar e te desejar boa viagem.
- presta atenção no que tu acabou de dizer. O teu problema esta ali. TU. Tu só faz as coisas quando tu quer. Tu sentiu falta, tu cansou, tu veio aqui, tu me abraçou, tu foi embora, tu sumiu, tu parou de falar comigo e fez com que as pessoas achassem que o filho da mãe da historia fosse eu. Para de ser mimada porque a vida não espera só por ti, Camila. A vida diz pras pessoas seguirem em frente!
- tu também só Fez o que quis, Guilherme. Tu não quis ir atrás de mim e não foi. Tuas vontades sempre foram bem distantes da minha e tu não cedeu. Sempre foi isso: teu tempo, teus sonhos, teu pensamento, teu ego, teu jeito. Você ainda vem jogar os meus erros na minha cara e dizer que eu sou mimada. Que novidade, né? Nem renovou teu discurso.
(quando Guilherme quis reagir, Camila continuou)
- Eu vim aqui sim te desejar boa sorte. Mas não vim por mim, vim por você. Por mais que tu não acredite, torço por ti. É uma pena que tu não saiba e não faria o mesmo por mim.
 - Para com isso. Chega! Eu não posso e não quero falar disso agora.
- que saco, eu não quero deixar pra outra hora. A gente deixou até o amor pra outra hora, Guilherme!
- Amor, quem ta aí na porta? Quem ta aí? Vou entrar antes pra aproveitar a espuma..vem logo! 
- ela aí e você aqui na porta comigo..não acredito! Pra quem não era ninguém na sua vida, que era só um passatempo pra esquecer de mim..ta durando hein..pelo jeito não me esqueceu ainda!
 Um sorriso irônico nos lábios de Camila, surge.
- Eu disse que essa não era a hora, que droga! (respiração funda)..Calma amor, é engano, eu já estou indo! – diz Guilherme.
(palmas)
- Uau, que ótimo ouvir isso depois de seis anos! Ninguém! (riso irônico).. Eu só devia ser alguém pra fazer você esquecer de si mesmo né? Mas nessa parte tu tens razão: FOI ENGANO! Foi engano isso tudo, foi engano eu vir aqui e acreditar que tu ainda te importava ou que eu poderia ainda salvar alguma coisa. Mas não..não dá pra me salvar de você, não dá pra nos salvar de você e dessa tua mania de me tratar estranho por eu não ser a mulher ideal. Deus me livre ser seu tipo de mulher ideal. Imagina o quão horrível seria ser a mulher ideal de um homem e ficar gritando na banheira enquanto ele discute na porta a relação com a ex-namorada.
 - eu vou fechar a porta e a gente resolve isso outra hora, Camila. Que droga! Deixa pra outra hora!
(...)
Eram 3:00 am e o celular de Camila toca.
- Alô.
- Cami, vamos nos resolver? Vim te fazer aquele cafuné com muitos carinhos que tu sempre gostou. Vim relembrar nosso amor. Abre a porta!
- Sabe o que é Gui..perdi a chave da porta e deixei pra outra hora. Assim, como deixamos o nosso amor. Deixamos o amor pra outra hora e ele perdeu a validade! Passe bem.

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Estava sendo uma época difícil.

 Sempre fui meio maniática/neurótica – ou qualquer adjetivo que se encaixe aqui - , mas nessa semana estava disposta a seguir algumas regras. Criei, então, um ‘Tratado para dessa vez cumprir’. Ele era basicamente um bocado de regras que eu deveria seguir para ter a vida que eu ponderava aceitável para mim. Eram normas bem simples; como manter o guardo organizado – ou pelo menos não deixar as roupas e papéis tão espalhados-, ter horário para dormir e acordar, tentar não comer muito doce, ir ao menos duas vezes na semana na academia. Não durou muito tempo, confesso.
Fui ficando mais velha e tendo outras cobranças da vida e como conseqüência outras cobranças de mim para mim mesma. Deveria evitar abrir a minha boca quando o assunto for polêmico – pra não causar mais polêmica, porque minha opiniões sempre é um ‘buuum’ nas rodas de conversa -, ter um controle financeiro, manter tudo que eu faço bem feito para evitar incômodos futuros, ter um bom relacionamento familiar, fazer a manutenção seguida das amizades. Nessa fase, também queria uma postura mais calma, com uma áurea que fazem com que as pessoas queiram ficar perto, com poucas mas sábias palavras e um controle emocional maior. Queria estar com a alma livre, sonhadora e sempre otimista, com uma pitada de equilíbrio ‘humoral’. Por fim, o que eu estava fazendo comigo mesma, era tentar me tornar alguém equilibrada, prática e agradável.
Obcecada por essas regras ditas, por mim, como ‘básicas’ eu fui esquecendo o que era verdadeiramente latente em mim. O não cumprimento delas me deixada frustrada e culpada. Em busca de uma imagem doce perante a sociedade, deixei que crescesse em mim amarras que, ironicamente, me deixavam cada vez mais inseguras.
Afinal, quem era eu? Queria tanto regras pra me descobrir e acabei de perdendo. Eu era a espontaneidade. Eu era a artista. Eu era a dançarina. Eu era a explosão. Eu era o silêncio da musica. Eu era o barulho do silêncio. Eu era doce. Eu era azeda. Eu era.
 O meu eu natural, era basicamente uma bagunça oficialmente organizada, ousada e incrível. No meu horário ‘japonês’, trocava o dia pela noite e era quando reluziam inspirações para escrever e cutucar minhas estranhezas.
 Eu passei um bom tempo ocupada e preocupada por ser um ser socialmente aceitável. Hoje, notei que deveria me libertar dessa construção estável. Afinal, o que há de tão horrível assim em deixar um sutiã espalhado vez ou outra? O que tem que estar sempre em ordem mesmo, é o que realmente me sufoca: os meus idéias, os meus sonhos, a minha vida. Nada tem a ver as minhas metas de vida com comer ou não comer carne ou chocolate todos os dias. Nada tem a ver o meu caráter com a imagem que eu passe no meu perfil de rede social, afinal, não sou o que as outras pessoas pensam ou entendem de mim.
 Eu queria aparecer pro mundo no avesso, e é nesse avesso que eu tinha que por ordem!

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Vou torcer pra que ela entenda o teu ciúmes quieto,

 tua mania de olhar o relógio toda a vez que está inquieto e torcer pra que ela descubra que um carinho na tua nuca faz desaparecer qualquer ruga na tua testa.
Vou torcer pra que ela tenha alguma reação quando tu contar tuas piadas sem graça, que ela saiba fazer uma massagem melhor do que a minha, que ela entenda tuas tristezas.
Vou torcer que ela vá pra sua casa toda a vez que receber uma ligação tua dizendo que está com saudade, que ela não te frustre dizendo que tu manda mal na cozinha e que encontre os pontos mágicos que te fazem mudar de humor.
Vou torcer, e muito, pra que ela veja tuas covinhas de felicidade e que ela veja a tua beleza mesmo quando falta te falta o riso. Vou torcer pra que ela não resmungue quando tu fazer beiço, que ela entenda tua tristeza e vou torcer que ela te abrace toda a vez que tu sentir vontade. Tomara que ela sempre sinta essa vontade antes de ti, tomara que tu não tenha de implorar carinho, vou torcer muito pra que ela deixe tu chorar àquela eterna saudade difícil de superar.
 Vou torcer pra que as diferenças entre vocês dois não sejam muitas, que vocês não briguem tanto e nem batam tanto de frente, vou torcer que ela não seja como eu e que não acabe como eu. Vou torcer muito pra que tenham o suficiente pra construírem uma vida juntos, torcer pra que ela te faça feliz e que tu não tenha esquecido de como fazer uma mulher feliz.
 Vou torcer pra que ela descubra como tu gosta de surpresas, torcer pra que te surpreenda a cada dia e principalmente nas madrugadas vazias. Vou torcer pra que ela não seja uma daquelas mulheres que passam de dieta, que ela não tenha medo de não manter o corpinho, que ela saia pra comer pizza depois da balada e vou torcer muito pra que ela entenda o quanto tu aproveita a vida. Vou torcer pra que ela compreenda tuas vontades repentinas de sair sozinho ou de ficar em silêncio e torcer muito pra que ela não consiga ler que teu coração ainda tem rastros meus. Vou torcer pra que ela seja tua companheira e que tenha um riso leve em meio as tuas gargalhadas.
Vou torcer que dessa vez seja amor, que ela reconstrua o teu coração, vou torcer que eu tenha te entregue em boas mãos. Alias, torço que ela segure tuas mãos como se nunca mais fosse soltar e que ela saiba que tu ta cansado de gente que vai e que prefere as pessoas que ficam.
Vou torcer muito pra que ela não desista.

terça-feira, 15 de julho de 2014

Ok, vocês venceram!

Admito meus erros: alguma coisa não deve ter dado muito certo no andar da carruagem. Eu sou toda errada mesmo. Será que inverteram a lógica dentro de mim? Será que me ensinaram invertido todos os valores? Porque, galera, amizade, aqui na minha terra, não é isso que eu to vendo por ai não, hein! Pessoas que dão tapinha nas costas, promete amizade eterna no ano novo, coloca fotos em redes sociais com legendas enormes, diz que é sincero mas exalta os defeitos do amigo nas costas..isso por der tudo, menos amigo.
Mas ta tudo numa boa, o problema é comigo, já entendi. Sou eu que sinto as coisas de forma intensa, eu que preciso (re)aprender a contar até mil, eu que preciso controlar esse furacão que existe em mim. É um desabafo sim e eu não to com vergonha nenhuma, antes que tu pense isso.
Chega uma hora de maturidade que cansa de engolir todos os sentimentos, loucuras e nóis que existe porque o mundo não permitem pessoas anormais e chatas. Eu não levo a vida tão a serio, mas eu penso antes de agir. Algum problema nisso?
Eu me importo com as pessoas e me importo se me tratam de qualquer jeito. Eu dou importância se ficam de segredinhos na minha frente, se me tratou friamente sem motivos aparentes, se ficou amigo da pessoa que já me magoou, me importo se desaparece e não da noticias, se descubro que não fala a verdade na minha cara, se não responde meus recados, se me tratam diferente do nada. Eu me importo! E sabe o que me cansa? Ter de ouvir das pessoas que eu ligo demais pra coisas sem importância. É melhor que eu ligue mesmo, porque quando eu resolver não me interessar mais...nao tem volta..ai, já era!